quarta-feira, 27 de agosto de 2008

ROSA, PODRE E PROSA

Letícia Coelho


E fez – se a rosa em ritmo
Nota, verso e prosa
Emoldurada na mucosa
Inunda pensamentos íntimos
Rói a corda,
Perde a visão de tuas costas.

Entre anseios e desprezos
Sobra o olhar avermelhado
A mão tremula que tenta te alcançar
Que pena...
Ela é boa em enganar,
Te agrada e depois corrompe moralmente...
Gangrena o pensamento
A liberdade que te faz voar.

Quando tocas as notas dela
Dá início ao aleijamento total
És esmagado pelo aroma podre da flor
E é nesse momento...
Que tu te entonteces e reza versos de amor.



Letícia Coelho escreve poemas e contos, já participou de uma coletânea da Editora Komedi/2008 e vai lançar o livro Ensaios Amadores. Foto de .rein., retirada do Flickr.

3 comentários:

Flamarion Silva disse...

Bem sugestivo este poema.
Você andou sumida. Vê se não some mais.Parabéns pelo poema forte. Beijos.

tita coelho disse...

Gerana,
Me sinto honrada de ver um poema meu publicado em teu blog! Obrigada querida :)
Beijos

Anônimo disse...

Gostei muito, Tita.
Parabéns!
Beijos
Fred Matos.