domingo, 12 de julho de 2009

MANUEL BANDEIRA NA FLIP 2009


A foto é do espaço dedicado a Manuel Bandeira na Feira Literária Internacional de Paraty 2009. Nosso poeta que jamais morrerá, ainda que quissesse:
Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: " Quem foi...?"

Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.

OFICINA INTENSIVA DE INTERPRETAÇÃO


POSSÍVEL

Gláucia Lemos

Depois que te encontrei transitando
costumeiro
entre as páginas do meu livro interior,
como se estivesses frente à mesa
do jantar de tua casa,
descobri como me seduz e me conquista
a possibilidade
para todas as coisas.

Aprendo que viver é ser possível,
ainda que se me apresse
a negação de viver.

Eu sei.
Meu coração é um frágil carro de passeio
atravessando o sinal vermelho.


Gláucia Lemos é ficcionista, poeta, autora de mais de 30 títulos.
Foto: "Sinal vermelho para o voo", de Kauã Veronese, retirada do Flickr.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

UM BOM LIVRO: COISA MARAVILHOSA

Gerana Damulakis


No blog de Maria Muadiê há um vídeo de Lobo Antunes dizendo que encontrar um bom livro é uma coisa maravilhosa. Por coincidência, estou lendo um livro de Alberto Manguel, escritor que levanta, durante a leitura, minha admiração por suas colocações. Estou lendo seu mais recente título, À mesa com o Chapeleiro Maluco, e me deparei com o mesmo assunto: o livro e o maravilhoso que há na leitura.
A importância do encontro entre o livro e o leitor vai longe. Manguel descreve o quanto o conto “Nasce um homem”, de Máximo Górki, se transformou “num lugar seguro”, num refúgio, para Milena depois que Kafka morreu.
Sigo com Manguel: “Para um leitor, esta pode ser a razão essencial, talvez a única justificativa para a literatura: que a loucura do mundo não nos tome por completo, mesmo que invada nosso porão (a imagem é de Machado de Assis) e depois, lentamente, vá tomando nossa copa, a sala e a casa inteira”.
E os exemplos: J. Brodsky, prisioneiro na Sibéria, encontrou essa justificativa nos versos de W. H. Auden; Oscar Wilde, preso, nas palavras de Cristo; Arenas, enquanto estava nos cárceres de Fidel, encontrou-a na Eneida e seguem mais exemplos.
Encontrei uma vez lendo Hamlet, encontrei outra vez em Daniel Deronda, de George Eliot, encontrei muitas vezes com algum livro de José Saramago entre as mãos. Os últimos três anos foram um mergulho diferente na literatura japonesa e encontrei aí também, seja com Kawabata (ressalto Beleza e Tristeza, mas pode ser com qualquer título dele: sempre leitura grandiosa), seja com Murakami (ressalto Kafka à beira-mar). Que sorte a minha: vivo encontrando bons livros, boas escapatórias. Coisa maravilhosa!

Foto: Yasunari Kawabata, Nobel de Lieteratura de 1968.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

MANIFESTO FUTURISTA E SUAS REPERCUSSÕES NO BRASIL

ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA
Universidade Estadual de Feira de Santana - DLA/PPGLDC

100 ANOS DO MANIFESTO FUTURISTA E SUAS REPERCUSSÕES NO BRASIL

10 DE JULHO DE 2009 - sexta-feira
Local: Academia de Letras da Bahia
Av. Joana Angélica 198, Nazaré, Salvador-BA

Mesa-redonda IV – 14:00 h - Auditório
Perfil e contribuição de Almáquio Diniz
Coord.: Prof. Dr. Aleilton Fonseca (UEFS/ALB)
Manifesto Futurista
e o papel de Almáquio Diniz Gonçalves
Prof. Dr. Benedito José de Araújo Veiga (UEFS)

Almáquio Diniz: perfis e comentários
Prof. Dr. Adeítalo Manoel Pinho (UEFS)

Mesa de Encerramento – 17:00 h - Auditório
Um "mundo novo": o cinema
segundo os futuristas e os modernistas
Coord.: Prof. Dr. Claudio Cledson Novaes (UEFS)
Prof. Dr. Andrea Santurbano (UFSC)
Prof. Me. Idmar Boaventura

OBS: FREQUÊNCIA LIVRE E GRATUITA
Quem desejar certificado de 4 horas deve inscrever-se na abertura do evento, mediante assinatura na lista de presença
e o e-mail.
Informações: tel. 3321-4308

sábado, 4 de julho de 2009

AO LONGO DA LINHA AMARELA


Ao longo da linha amarela é o título de João Filho que será lançado dia 7 de julho (convite abaixo).

"A paixão não é um oásis no meio do nosso deserto diário, e sim uma suspensão súbita dos nossos frágeis alicerces espirituais".
João Filho in "Aprender pela forja", conto da antologia Travessias Singulares (São Paulo: Casarão do Verbo, 2008), organizada por Rosel Bonfim Soares.


A antologia supracitada é nacional, temática - Pais e Filhos, é o subtítulo - e nela estão ainda os baianos Aleilton Fonseca, Antônio Torres, Aramis Ribeiro Costa, Armando Avena, Carlos Ribeiro, Hélio Pólvora (por ordem alfabética).