
No blog de Maria Muadiê há um vídeo de Lobo Antunes dizendo que encontrar um bom livro é uma coisa maravilhosa. Por coincidência, estou lendo um livro de Alberto Manguel, escritor que levanta, durante a leitura, minha admiração por suas colocações. Estou lendo seu mais recente título, À mesa com o Chapeleiro Maluco, e me deparei com o mesmo assunto: o livro e o maravilhoso que há na leitura.
A importância do encontro entre o livro e o leitor vai longe. Manguel descreve o quanto o conto “Nasce um homem”, de Máximo Górki, se transformou “num lugar seguro”, num refúgio, para Milena depois que Kafka morreu.
Sigo com Manguel: “Para um leitor, esta pode ser a razão essencial, talvez a única justificativa para a literatura: que a loucura do mundo não nos tome por completo, mesmo que invada nosso porão (a imagem é de Machado de Assis) e depois, lentamente, vá tomando nossa copa, a sala e a casa inteira”.
E os exemplos: J. Brodsky, prisioneiro na Sibéria, encontrou essa justificativa nos versos de W. H. Auden; Oscar Wilde, preso, nas palavras de Cristo; Arenas, enquanto estava nos cárceres de Fidel, encontrou-a na Eneida e seguem mais exemplos.
Encontrei uma vez lendo Hamlet, encontrei outra vez em Daniel Deronda, de George Eliot, encontrei muitas vezes com algum livro de José Saramago entre as mãos. Os últimos três anos foram um mergulho diferente na literatura japonesa e encontrei aí também, seja com Kawabata (ressalto Beleza e Tristeza, mas pode ser com qualquer título dele: sempre leitura grandiosa), seja com Murakami (ressalto Kafka à beira-mar). Que sorte a minha: vivo encontrando bons livros, boas escapatórias. Coisa maravilhosa!
A importância do encontro entre o livro e o leitor vai longe. Manguel descreve o quanto o conto “Nasce um homem”, de Máximo Górki, se transformou “num lugar seguro”, num refúgio, para Milena depois que Kafka morreu.
Sigo com Manguel: “Para um leitor, esta pode ser a razão essencial, talvez a única justificativa para a literatura: que a loucura do mundo não nos tome por completo, mesmo que invada nosso porão (a imagem é de Machado de Assis) e depois, lentamente, vá tomando nossa copa, a sala e a casa inteira”.
E os exemplos: J. Brodsky, prisioneiro na Sibéria, encontrou essa justificativa nos versos de W. H. Auden; Oscar Wilde, preso, nas palavras de Cristo; Arenas, enquanto estava nos cárceres de Fidel, encontrou-a na Eneida e seguem mais exemplos.
Encontrei uma vez lendo Hamlet, encontrei outra vez em Daniel Deronda, de George Eliot, encontrei muitas vezes com algum livro de José Saramago entre as mãos. Os últimos três anos foram um mergulho diferente na literatura japonesa e encontrei aí também, seja com Kawabata (ressalto Beleza e Tristeza, mas pode ser com qualquer título dele: sempre leitura grandiosa), seja com Murakami (ressalto Kafka à beira-mar). Que sorte a minha: vivo encontrando bons livros, boas escapatórias. Coisa maravilhosa!
Foto: Yasunari Kawabata, Nobel de Lieteratura de 1968.
7 comentários:
GErana: Fala em escapatórias referindo-se à leiura como tal. Muitas vezes ela o é mesmo, mas, independente disso, a boa leitura é um estilo de vida, acho eu.
Gerana, que delícia de texto! Ontem eu li de um fôlego só, sem conseguir parar, Aura de Carlos Fuentes.
É indescritível quando temos encontros maravilhosos com lvro. Alimenta a alma.
beijo
Oi, Gerana, estou lendo um livro grandioso, O filho eterno, de Cristovão Tezza. Recomendo. BJ
Lembrei que, de Kawabata, eu li Mil Tsurus. Adorei. Me lembra um filme oriental que gosto demais, Sob o Olhar do Mar. BJ
Ah, eu também tenho encontrado livros maravilhosos - meus melhores encontros.
PS - Amo Alberto Manguel
Eu que passei quase dois anos sem ler -não sei porque- voltei. 3 meses marromeno, com meu antigo ritmo, prazer e alegria. Não sei se influenciou, mas troquei de mal com o televisor, dei-lhe um tapa, expulsei do meu quarto, desfiz a sky. E a fila não desmancha... basta ir na rua, trago mais.
Beleza de texto, mesmo! Tem livros que de fato marcam a gente. Curioso como isso acontece com alguns livros.
Postar um comentário