sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA 2011: THOMAS TRANSTRÖMER

Gerana Damulakis

Seu nome já constava das listas dos favoritos ao prêmio e, finalmente, aconteceu: o poeta sueco Thomas Tranströmer ganhou nesta quinta (06) o prêmio Nobel de Literatura 2011.

Não encontrei livros do poeta traduzidos para o português, mas um de seus poemas ganhou tradução de Marta Manhães de Andrade para fazer parte de uma seleção publicada pela Fundação Biblioteca Nacional; assim, há um poema de onze estrofes no número 25 da revista Poesia Sempre, cuja organização editorial foi do poeta Marco Luchesi, membro da Academia Brasileira de Letras.

Os fios elétricos
estendidos por onde o frio reina
Ao norte de toda música.

O sol branco
treina correndo solitário para
a montanha azul da morte.

Temos que viver
com a relva pequena
e o riso dos porões


Thomas Tranströmer (trecho)

23 comentários:

Olinda Melo disse...

Olá, Gerana

Tenho estado a 'segui-la' há já algum tempo, à espera do seu regresso. Vi os seus comentários no Bibliotecário de Babel, depois vim ao seu blog mas foi precisamente na altura em que deixou de publicar.

Obrigada por estas referências ao Prêmio Nobel de Literatura 2011.

:)

Olinda

Marcantonio disse...

Ora, mas que surpresa boa! Há quanto tempo...

Boa surpresa também, pelo que li do pouquíssimo que há traduzido, foi esse Tranströmer. Teremos algum livro dele traduzido por aqui, agora que é prêmio Nobel?


Tudo de bom! Um abraço.

aeronauta disse...

Que bom que você voltou!
Fiquei feliz e muito em ver que você estará na Bienal, e ao lado de alguém muito querido por mim, assim como você é: Cristóvão Tezza!Bjos

Ana Tapadas disse...

Gerana, minha querida amiga,
para mim é um privilégio ser a primeira a comentar, neste retorno à actualização.
Não conhecia este poema.
Postei sobre o mesmo assunto. Em Portugal só existe uma colectânea de poetas suecos que inclui o autor - «21 poetas suecos», publicado em 1981 pela editora Vega, uma obra organizada por Vasco Graça Moura e Ana Hatherly.

A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei?

Um grande beijinho e bom Sábado.

Assis Freitas disse...

Não sei se vibro mais pelo Nobel ter premiado um poeta ou pela luz que novamente se acendeu neste espaço, viva a poesia, viva a volta (torço),



abraços

Jefferson Bessa disse...

Beleza de postagem, Gerana! Tão bom como voltar a este blog. Parabéns!
Beijos.
Jefferson.

Gerana Damulakis disse...

Por que você faz poema? deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA 2011: TOMAS TRANSTRÖMER...":

Queria conhecer mais do seu trabalho,
talvez este seja o "incentivo" que as editoras precisavam.

M. disse...

Bom te ver de volta. Bjs.

Paula: pesponteando disse...

Bom tê-la de volta...bjs

Edu O. disse...

Que maravilha saber deste retorno!

João Renato disse...

Oi, Gerana.
É muito melhor falar com você aqui no seu espaço; uma esquina querida por todos que apreciamos literatura e que admiramos a sua postura.
Quanto ao Thomas Tranströmer, sempre que vejo um Nobel de literatura atribuído a um escritor desconhecido porque escreve numa língua pouco universal, penso na vantagem que é (no mundo ocidental) escrever em inglês, francês, espanhol, italiano, e até mesmo alemão.
Abraço.
JR.

Kovacs disse...

Fico feliz em poder ler novamente suas postagens, referências importantes da área de literatura!

Manuel Anastácio disse...

Olá Gerana: que bom vê-la de novo. No "Da Condição" também tenho andado a traduzir meia dúzia de poemas de Tomas Tranströmer. Beijo grande.

Rayuela disse...

gracias por la traducción, gerana.
tampoco está traducido al español, así que este premio nobel era desconocido para mí.

beso*

Anônimo disse...

E um autor de uma coisa sem pé nem cabeça como essa ganha o Nobel de Literatura? E depois ainda alguém é capazde acreditar nesse prêmio? Tenha a santa paciência.

Lidi disse...

Gerana, bom te ler.
Saudades. Bjs

Andrea de Godoy Neto disse...

Gerana, saudades de ti!

e já vens trazendo uma tradução difícil de encontrar...

bem que estejas de volta
beijos

gláucia lemos disse...

Que bom q o Leitora retornou. Milagre do Nobel de 2011? Pois isso confirma o dito: Nunca diga "nunca mais". De vez em qdo ando por aqui à sua procura, sabia q um dia... finalmente hoje. Seja benvinda.

gláucia lemos disse...

Tenho procurado um livro do Transtrómer, inclusive pela Internet, inutilmente. Caso alguém saiba onde é possível encontrá-lo,ainda que seja em inglês ou espanhol, agradecerei a informação, tendo a livraria ou a editora,mandarei buscar.

Profº Arena disse...

Olá Gerana!
Que legal! Voltou a nos presentear com suas palavras...
Abraços!

Claudio Sousa Pereira disse...

Thomas Tranströmer, poeta de forte ligação com a escrita metafísica e contemplativa, é uma surpresa mais que agradável no ínterim de escolha do Nobel. Eu fico feliz porque é um tipo de poesia cada vez menos vista, não cansa tanto um tipo de poesia que se faz no Brasil, excessivamente metalinguística, na troca do objeto pelo objeto pura e simples, cheia de negações, repletas de negativas de transcendência. Foi uma ótima escolha. Beijo e saudações minhas.

Walkyria Rennó Suleiman disse...

Geraninha
vc voltou!!!!
e nem me avisou.
Ah, mas vc sabe que quem tá perto, tá perto.....
Que bom!!!!!

Anônimo disse...

Everything bad is good for you... espetacular, essa literatura. KISSES!!!