quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MINICONTO


O CORPO CAÍDO NO CHÃO
Aramis Ribeiro Costa

Tinha quarenta e três anos, era forte e saudável, mas sentiu uma forte dor no peito, suou frio, caiu no chão desmaiado, e lá ficou na calçada, em plena avenida movimentada. Uma senhora passava com a filha, comentou:
- Que vergonha. A essa hora.

10 comentários:

Edu O. disse...

Vivemos num mundo onde os outros são imperceptíveis, não existe o outro. que triste!!!

Gerana, a exposição de mainha ficará aberta de quarta a sábado de 16h as 20h e domingo a partir das 14h. Se o portão do teatro estiver fechado basta tocar a campanhia que os funcionários atendem. A abertura hoje foi linda!

cduxa disse...

Num mundo cada vez mais perigoso e desumanizado, a perda de laços com "o outro" é uma realidade, (talvez maior nas grandes cidades). Colocam-se questões prementes relacionadas com a sobrevivência física e emocional.
Os que ainda "reagem" são apelidados de "ingénuos".

glaucia lemos disse...

É triste saber cada vez mais o quanto as pessoas se orientam pela aparência. É assim mesmo, na literatura como na vida real.

Silvana disse...

Fã dos minicontos, leio e o crio o restante. Já construi uma vida para o pobre homem.

João disse...

O ponto alto de narrativas tão curtas como são os minicontos é o impacto. Li, parei e fiquei pensando. Garanto que acontece a toda a gente. este, em especial, causou-me grande impacto.

Fred Matos disse...

Ótimo conto, mini ou não.
Um abração para o Aramis.
Beijos pra você, Gerana.

Nydia Bonetti disse...

Esta percepção do "ser" invisível é assustadora.

aeronauta disse...

Que impacto!
De mestre.

Flamarion Silva disse...

Reflexão pesada, num conto econômico. Excelente.

Edu O. disse...

Oi Gerana que pena que vc não prestou atenção. Eu avisei que a exposição fica aberta de quarta a domingo. Veja o primeiro comentário deste post. Fiquei desolado também. que pena!!! beijo