terça-feira, 3 de novembro de 2009

ALGUÉM DIZ POR MIM


Ser feliz é não precisar se lembrar.

J. M. G. Le Clézio ( Prêmio Nobel 2008), em Refrão da Fome (Cosac Naify, 2009. Tradução de Leonardo Fróes).



Eis um dos motivos da minha paixão pela literatura: encontro o que sinto, mas que não sei dizer.
Em tempo: não há relação com auto-ajuda, mas com o êxtase diante da beleza do “como dizer”.

11 comentários:

Edu O. disse...

O que gosto da literatura também é essa sensação boa de que alguém pensa como eu.
Obrigado pela visita ao blog e pela admiração ao trabalho de mainha.

Ana Cecília disse...

Que beleza, Gerana. É isso mesmo.
Mais uma vez seu sensor tão preciso nos presenteia com uma bela leitura.
De Le Clézio, tinha lido O Africano e Peixe Dourado. Grandeza e sintonia com as questões de nosso tempo.
Abraço pra você.

Rute Oliveira disse...

Eu gosto de ser surpreendida, de pensar é isto mesmo ou nunca tinha pensado nisto desta forma.

Boas leituras.

Anônimo disse...

É assim que as palavras se indiferenciam da música.

Revelam-nos o indizível que vem do silêncio e vai para o silêncio.
Um abraço bem apertado

Maria Helena

Silvana Nunes .'. disse...

Navegando sem ruma com a intenção de divulgar o meu blog, cheguei até você e gostei do que vi, tanto que pretendo voltar mais vezes. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da tela do computador está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar cuidado. Em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em http://www.silnunesprof.blogspot.com
Se gostar, siga-me.
Por hoje fico por aqui, Espero nos tornarmos bons amigos.
Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
Saudações Florestais !

claudio rodrigues disse...

Li, de uma tacada, o "Peixe dourado". Lindo, poesia em prosa. A literatura é isso: a vida em toda a sua plenitude. Quando a palavra nos foge, quando não sabemos explicar o que sentimos e encontramos isso na literatura, aí percebemos a grandeza do ato criador.

Nydia Bonetti disse...

"Eis um dos motivos da minha paixão pela literatura: encontro o que sinto, mas que não sei dizer". ... e o êxtase diante da beleza do "como dizer".

Simplesmente fantástica esta tua visão sobre a literatura. Qualquer dia quero reproduzir isto lá no LONGITUDES, você me autoriza?

Abraços!

Nydia

aeronauta disse...

Incrível a coincidência. Acabei de ler em Ricardo Piglia: " A literatura discute os mesmos problemas que discute a sociedade, mas de outra maneira, e essa outra maneira é a chave de tudo". Um abraço. ("A casa" também foi outra coincidência!)

Katia Borges disse...

Gerana, espero você na terça. Um beijo imenso. Se der, leve Aramis também.

Ana Tapadas disse...

Olá Gerana!
Também gosto de Clézio, muito.
Que boa descoberta, este teu blogue.
Por aqui a nuvem (trabalho exagerado com uma polémica avaliação de professores) vai passando, voltou o céu azul.
Beijo

olhar de lambe-lambe disse...

perfeito!
o que ele disse e o que você diz sobre a literatura.
beijos, obrigada pela visita e pelo incentivo :)