segunda-feira, 30 de novembro de 2009

KÓSTAS KARYOTÁKIS

ÁRVORE
-----------Kóstas Karyotákis


Com rosto indiferente e ar de pouco caso,
saúdo as madrugadas, os ocasos.

Árvore, hei de olhar, com mirada isenta,
o céu azul ou a fúria da tormenta.

A vida, digo, é féretro no qual
dor e alegria do homem têm o seu final.

-----------------in Nepente [Nipénthi, 1921]

Tradução de José Paulo Paes
Kóstas Karyotákis (1896-1928) e sua poesia ficaram como representativos da geração dos anos 20 do século passado na literatura grega.
Poesia Moderna da Grécia. Seleção, tradução direta do grego, prefácio, textos críticos e notas de José Paulo Paes. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986.

6 comentários:

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

"saúdo as madrugadas"
obrigado por ter me apresentado esse poeta, gosto de poetas...
às vezes nas madrugadas tristes do recôncavo eu saio e me permito a madrugada....

Eliana Mara Chiossi disse...

Feliz por você estar aqui, também.
Beijos

Nydia Bonetti disse...

Muito bons estes poetas gregos, Gerana! Belíssimos poemas.

bjs.

Pena disse...

Doce e Simpática Amiguinha:
Uma poesia de fascínio sobre o amor, a amizade, o fim.
Já registei o talento a que deu vida: Kóstas Karyotákis!
Excelente!
Situações expressas com beleza, pureza e fascínio numa poesia que me encantou e maravilhou.
Parabéns sinceros.
Tem uma sensibilidade maravilhosa para encantar e deslumbrar.
Beijinhos amigos.
Com o maior respeito, estima e admiração.

pena

Bem-Haja, pela preciosidade deixada expressa no meu blogue.
Adorei!
MUITO OBRIGADO, linda amiga!

Valéria Martins disse...

Eu não conhecia este poeta, obrigada por me apresentar, Gerana!

Beijos

Lúcia Delorme disse...

Gerana, rara leitora! Beijos.