segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

VIAGENS COM MURAKAMI

Gerana Damulakis

Enfatizo meu gosto pela literatura japonesa em todas as oportunidades. Hoje, senti falta de mais uma obra da ficção singular de Haruki Murakami ao constatar que em Portugal já há mais títulos traduzidos do que aqui e acaba de ser lançado mais um volume; nós temos apenas seis títulos. Qualquer um deles proporciona uma leitura fascinante, porque os romances de Haruki são viagens extraordinárias, no sentido literal.
Pelo fio da falta, tomo outra vez, não seu último romance - Após o anoitecer (Alfaguara/Objetiva, 2009)-, mas o penúltimo romance de Murakami: Kafka à beira-mar (Alfaguara/Objetiva, 2008) e releio as páginas com as pontinhas dobradas, sinal de importância para mim, em busca do que me suscitaram.

A felicidade é invariável. Mas a infelicidade apresenta inúmeras facetas, se modifica de pessoa para pessoa. Exatamente como disse Tolstói. A felicidade é uma alegoria, a infelicidade é uma história.

Sou como um corvo desgarrado do bando. Essa é a razão por que adotei o nome Kafka. Kafka significa corvo em tcheco.

10 comentários:

João disse...

Adoro o Murakami. E é paixão recente, tanto que comecei a conhecê-lo pelo Kafka... Gosto muito desse escritor, e gosto mais ainda quando descubro alguém novo e bom, como ele.

glaucia lemos disse...

É verdade, o japonês sabe das coisas. e quantas facetas tem a infelicidade!Asmaisinesperadas... Enquanto a felicidadeé só aquela lua azul que por momentos sutis e fugazes se mostra economicamente de raro em raro. E não adianta mentir que a gente faz a própria felicidade, a gente tenta e até aposta nela, no entanto, quando os ventos são contrários, ela passa ao longe, e, poderosa, nem se comove com os nossos esforços.

Gisele Freire disse...

GERANA
Adoro tuas dicas, não conheço este senhor, mas adoraria, vou procurar.
bjs querida
Gi :)

Nydia Bonetti disse...

Também tenho este sentimento sobre a felicidade, Gerana. Por ser invariável, ela pode ser compartilhada, multiplicada, contamina, se espalha. A dor, indivisível - é só nossa.

Conheço pouco da literatura japonesa. Preciso ler Murakami urgente!

beijo, boa semana!

Silvana Nunes .'. disse...

Boa tarde, Gerana.
Não posso dar opinião porque não saco nada da literatura japonesa. Entendo um pouco de mangás porque meu filho é lçouco por estes desenhos animados.
Obrigada por seu comentário no meu blog e digo que gostaria de aprender a tocar berimbau.
Boa semana para você.
Beijo grande.

Assis Freitas disse...

Interessante Kafka significar corvo em tcheco. A gente nem sempre dá conta que a palavra tem raiz, tem história. Murakami me é tão estranho quanto o idioma tcheco. Mas espero as aproximações a partir desse teu texto aqui. Abraço.

Sergio Storino disse...

Gerana,
Depois de ler aquele seu post dos dez melhores livros de 2009, resolvi comprar o "Após o anoitecer", do Murakami - minha primeira experiência com a literatura japonesa. Li apenas vinte páginas e já estou gostando do livro.

PS: Não teremos uma lista dos dez melhores livros nacionais?

Lisarda disse...

Murakami é um prazer completo, para a
inteligência e os sentidos.Vale sempre lembrar-lo.

Chorik disse...

Estou sempre a comentar um post atrasado. Não sei se vou dar conta de ler tanta dica boa que você nos dá. Prometo tentar.

Fernando Campanella disse...

Bom dia, Gerana, estava lendo aqui sobre o conceito de felicidade do Murakami e me lembrei de uns versos de um poema mais antigo meu:

...Que a felicidade, embora utopia das sombras,
É também certa luz incidente
Que só de teu olhar
meus olhos como bênção recebem...

versos um tanto romântico, acredito, mas está valendo.

Muito bom passar por aqui, gostei muito da postagem sobre a Gilka Machado.

Grande abraço.