sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ECLESIASTES








Gláucia Lemos




Há um tempo de caminhar na praia
e alumbrar os olhos no horizonte
ante o nascer do sol.

Há um tempo de postar-se à janela
e, mão no queixo, contemplar a luz difusa
da hora do sol se por.

Há um tempo de saber das folhas secas
que perderam seu tempo de validade
e caíram para o chão.

Perdoa, meu amor,
o meu alheamento.
Eu hoje estou varrendo folhas mortas
do chão do meu jardim.

12 comentários:

aeronauta disse...

Esse me emocionou, profundamente. Lindo, bíblico, eterno.

anna disse...

Lindo e divino.

Eliana Mara Chiossi disse...

Ô, Gláucia, precisa mesmo tornar mais pública a tua poesia...
Não adianta fugir!


Bj

Gerana, bom dia! Beijos!

Ana Cecília S. Bastos disse...

Que belo poema! chegou e atravessou todas as horas do meu dia.
Gerana, sempre passo por aqui e encontro preciosidades.
Abraços,
Ana Cecília

glaucia lemos disse...

Obrigada a aeronauta, anna, Ana Cecília. Eliana, você nesta defesa está engrossando um certo coro. Obrigada.

Maria Muadiê disse...

Vou engrossar o coro com Eliana.
Belo poema. E sábio.
bjo

Marcela disse...

Olá, obrigada pela dica...
Eu sou de São Paulo/SP, mas no momento estou morando em Bauru.
Gostei da visita, não entendo muito disso de como manter um blog e ter visitantes, por enquanto a minha avó era a minha única leitora.
Gostei do poema, calmo e reflexivo. Como o saber do que passou, o reconhecimento do certo e do errado e o tempo de assimilação antes de se partir para uma nova empreitada.

Janaina Amado disse...

Que poema maravilhoso, adorei!

Georgio Rios disse...

Eis que também venho fazer coro!!!Sempre, dinate de tão bela manifestação de poesia!!!

Flamarion Silva disse...

Oi, Gláucia. Estou em falta com você. É esse tempo corrido e doido.
Gostei do seu poema, me passou imagens e cores de um tempo antigo; nostalgia de coisa que não sei; algum sentimento triste.
Beijos.

glaucia lemos disse...

Maria, Marcela, Georgio, Que bom que vocês gostaram deste poema, eu também gosto.Flamarion: Um pouco de sentimento antigo deve ser um pé no Eclesiastes bíblico, não à toa tem o mesmo título. E o metáforico "varrer as folhas mortas do jardim", também remete a coisas do passado, suponho, meu inconsciente um dia responderá. Beijos a todos.

glaucia lemos disse...

Janaina: Pulei seu nome no agradecimento anterior, mas voltei a tempo. Obrigadíssima. Um beijo