terça-feira, 4 de novembro de 2008

VERSOS INESQUECÍVEIS QUE ME ACOMPANHAM



Gerana Damulakis

Meu primeiro choque com a literatura foi com os versos de Manuel Bandeira. Sim, foi um choque. Habituada aos livros porque a biblioteca da minha casa era enorme e livros eram objeto de conversas cotidianas, eu já andava com fumaças de leitora desde a tenra idade de 7 anos, mas aquela coisa que me deixou estupefata e cuja sensação ainda guardo comigo, esta foi causada pelos versos de Bandeira. Queria muito saber qual era o poema. Lembro da sala de aula, lembro da carteira escolar, lembro do livro de gramática da língua portuguesa, lembro que estava folheando e parei naquele poema e tomei um choque e entendi. Cada vez que leio a poesia de Bandeira (e leio sempre, pois que me faz falta se levo algum tempo longe dos seus livros), penso se estou lendo justamente aquele poema. Nunca saberei qual foi, já que são tantos os versos, as estrofes, os poemas de Manuel Bandeira que amo.
Minha memória está repleta de versos próprios para cada momento. Agora, sei que nunca terei a certeza de qual poema me fez mergulhar sem volta para o mundo da poesia. O que me resta? Como escreveu Bandeira:
"A única coisa a fazer é tocar um tango argentino".

2 comentários:

anna disse...

Nada como ter um poeta de cabeceira, aumenta o sentido da vida.

gláucia lemos disse...

Entendo isso. Há textos ou autores poesia ou prosa, que nos marcam. Lembro-me de um pequeno livro infantil da Edições Melhoramentos, "O filho do pescador" o autor era Arnaldo de Oliveira Barreto,eu tinha uns 15 livros daquela coleção aos 7 anos, pois comecei a ler muito cedo. Havia um peixe enorme, de escamas douradas, que conversava com o menino.Com Lobato, aquele foi um autor infantil que convivia comigo, alimentando minha fantasia.