
Gláucia Lemos
Aqui
como manhã que aguarda uma hora sépia
para torná-la o dia de uma prece,
aguardo,
que és a água, e és o pão.
Sou a filha perdida em sempre busca
da tenda do teu peito.
Sou a fêmea felina te aceitando
nas varandas do corpo,
sem garras e sem presas
e sem pressa.
Boca e febre,
trilha e descoberta,
teto e companheira,
ou, não mais que tua.
Gláucia Lemos é poeta e ficcionista. Cronista do leitoracritica. Foto de marília assis, retirada do Flickr.
3 comentários:
"Teto e companheira", o inteiro que se almeja.
Acho bom não pensar apenas no livro de crônicas que nasceu aqui. Já vejo outro nascendo...
Devagar, Gerana, que em poesia não me garanto tanto não. Melhor não fantasiar, que Pereira no comentário a "Tigre" tb andou sugerindo. Se a moda pega...
Pereira, no cerne do sentimento da mulher há um forte toque de proteção; ser teto e companheira - dois elementos protetores - toda ela deseja quando ama.
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