
Sei que no início era o Verbo
Num crescente ritmo constante,
Antes do futuro e desse instante,
Nascendo do passado que herdo.
Sabes também que não te espero
Cruzar por um caminho mais distante,
Enfrentar o frio, fio de prata cortante,
E seguir o rumo que eu mais quero.
E esse nosso amar-amei-amamos,
Verbo que tantas vezes conjugamos
No presente e pretérito do indicativo,
Guardado no peito, e que desta feita,
Sempre te encontrou mais-que-perfeita,
Continua me achando imperativo.
Alexandre Core assina o blog Anema & Core: http://anemaecore.blogspot.com/ . Tem entrada pelos meus "Favoritos".
2 comentários:
Que beleza os tempos do verbo tão poeticamente aproveitados. Ficaram tão naturais!
Alexandre é poeta, sem dúvida.
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