sexta-feira, 16 de julho de 2010

PALAVRAS DE ALMADA NEGREIROS

AS PALAVRAS

O preço de uma pessoa vê-se na maneira como gosta de usar as palavras. Lê-se nos olhos das pessoas. As palavras dançam nos olhos das pessoas conforme o palco de cada um.
Almada Negreiros

CENTENÁRIO DAS PALAVRAS

Todos os dias faz anos que foram inventadas as palavras. É preciso festejar todos os dias o centenário das palavras.
Almada Negreiros

Ilustração: Acrobatas, de Almada Negreiros (1893-1970).

27 comentários:

VIEIRA, Vanessa Gonçalves disse...

festejemos as palavras!!!! Adorei o poema!

Chorik disse...

Preço não sei, o valor talvez. De qualquer modo, um brinde às palavras!

Pena disse...

Admirável Amiga:
Almada Negreiros foi um talento Universal.
Lindo, o seu soberbo encanto de o homenagear.
Um Post perfeito feito com a sua sensibilidade de sonho.
Parabéns.
Beijinhos mil de respeito pelo seu valor de ouro puro numa escrita poderosa, criativa e extraordinária a que dá vida.
Com admiração SEMPRE e constante

pena

Excelente, amiga!
Bem-Haja!

Tania regina Contreiras disse...

Penso que sim Gerana: as palavras dizem muito!

Abraços,
Tânia

Assis Freitas disse...

o tempo passa e elas, as palavras, continuam novinhas prontas para o uso,

abraço

Kovacs disse...

"As pessoas que eu mais admiro são aquelas que nunca acabam." - Almada Negreiros (1893 - 1970)

Rayuela disse...

festejemos, entonces, el vuelo de las
p
a
l
a
b
r
a
s >*<

beso

Bípede Falante disse...

Gerana, você sempre me surpreende com uma nova visão sobre as pessoas e sobre as palavras. Essa sua cartola de sensibilidade e cultura parece a de um mágico a sacar mais e mais coelhos :)

cduxa disse...

É preciso habitar as palavras com um coração.

cduxa disse...

É preciso habitar as palavras. Com um coração.

Nilson Barcelli disse...

PALAVRAS INTERESSANTES DE UM GRANDE ESCRITOR.
QUERIDA AMIGA, BOM FIM DE SEMANA.
BEIJOS.

Lisarda disse...

Por isso é uma leitura tão preciosa a leitura e releitura dos dicionários.
Um exemplo que li ontém: em espanhol tenemos o verbo carpir-no sentido de preparar a terra para a labrança- sentido que comparte com o portugués. Mas não tenemos a palavra carpideira!
Existe plañidera ou llorona- a mulher que tém por ofício chorar defuntos alheios- mas carpideira,não. Por qué existe o verbo em ambas línguas e não ese sentido figurado do substantivo?
No centenário das palavras é boa ocasião de festejar e historiar seus mistérios.

Jamile de Oliveira Gonçalves disse...

Me lembrou Mia Couto...

Juan Moravagine Carneiro disse...

Organizar um caos, eis a criação" (Apollinaire)...

principalmente o caos das palavras

beijos e agradecido pelas visitas ao Rembrandt

Leca disse...

adorei tudo...
Gerana...

Agradeço...
principalmente...você...
querida leitora...
por me inspirar...

Beijos
Leca

Adriana Karnal disse...

GErana,
confesso que conheço pouco desse escritor...mas sim, a palavra tem peso, preço e prazo.

dade amorim disse...

Devemos sempre muito às palavras, em todos os momentos e situações. E é pura verdade que elas habitam o olhar - o olhar prediz as palavras.

Gerana, fiquei curiosa para saber tua opinião sobre o livro de Gaiman.

Beijo e um ótimo fim de semana.

Jefferson Bessa disse...

Festa, dança, cores, leitura: as palavras são tudo isso!
Há uma alegria particular nesses trechos de Almada Negreiros selecionados por você, Gerana!
Beijos.
Jefferson

glaucia lemos disse...

O texto de abertura merece um prêmio. Verdadeiro e profundo.Você vale o que você diz, ou pensa. Certo.

Caio Rudá de Oliveira disse...

Oi, Gerana. Já deixei uns dois comentários em seu blogue, mas talvez você não tenha visto diante dos tantos que recebe a cada postagem. Queria saber como faço para te passar o livro.

Beijos.

Edu O. disse...

Mesmo no que achamos que é sua ausência, no silêncio há palavras zanzando em nossa mente.

Eliana Mara de Freitas disse...

Sempre fico com saudade quando você não aparece lá. As vezes, confesso, fico com ciume!
E lembrei de todas as vezes em que visito o seu blog e de outras pessoas e não tenho tempo de comentar.
Mas vale dizer que sua presença é especial.
Assim como é especial aqui a sua coleta de especiarias, com a qual você presenteia a todos!
Beijo!

líria porto disse...

lembrei-me de um poeminha que fiz faz tempo:

na ponta da língua
líria porto

saí do armário
admito
amo a palavra
e com ela mantenho
relações íntimas

*

segui as pegadas do assis freitas e cheguei aqui...
besos

Fernando Campanella disse...

Muito boas essas palavras de Almada Negreiros. Dizem muito.
Um abraço.

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

sim..... as palavras, criadoras e destruidoras de mundos, de sonhos e de vidas!

Lidi disse...

Sábias palavras...

José Carlos Brandão disse...

Eu não consigo pensar em Almada Negreiros senão como pintor. E li seu Nome de Guerra.
Mas, como se preocupava, se encantava assim com as palavras, tenho que me lembrar sempre de que era poeta.