
Gerana Damulakis
Faz bastante tempo que venho seguindo a literatura de Cristovão Tezza. Comecei com o romance A suavidade do vento, que comprei após ler a quarta capa, sem ter sido indicado por alguém, ou por alguma resenha. Até hoje, lidos mais 11 livros de Tezza, não esqueço a sensação do primeiro, embora Juliano Pavollini e Trapo, ou O fotógrafo tenham sido também muito marcantes.
Creio que mesmo com o excesso de leitura, jamais me sairá da memória a história de A suavidade do vento: Josilei Maria Matôzo, tímido professor de português, radicado em uma pequena cidade do interior do Paraná, escreve um livro... a solidão é quase palpável... lembro dele andando pela rua... Se eu ficar velha, farei releituras e A suavidade... será uma delas. No momento, ainda tenho muito para ler e, tomara, muitos livros de Cristovão Tezza que todavia serão escritos.
Quando Tezza e sua mulher estiveram aqui em Salvador, eu e Ruy Espinheira Filho já éramos seus leitores e fãs. Adoramos conhecer o casal. Eu, sempre grande admiradora de quem é o que eu gostaria de ser, não poupei tapete vermelho e tirei o chapéu para o escritor. No ano passado, Cristovão Tezza arrebanhou cinco prêmios literários por seu romance O filho eterno. O Leitora fez uma homenagem aqui no final de 2008. Retorno hoje a lembrar de Tezza, porque, conversando com Ruy, soube que ambos seguem lendo um ao outro, a cada vez que um novo livro é lançado. Como Ruy lançou recentemente os romances Um rio corre na lua e De paixões e de vampiros, recebeu e-mails de Tezza elogiando a engenhosa história de Um rio.... Pedi a Ruy que me enviasse os e-mails porque adoro participar destas trocas. Foram e-mails que testemunham a admiração e o respeito que os dois têm pelas suas pessoas e pelas suas produções. Tezza sentiu o prazer da leitura do livro de Ruy, que leu de uma sentada.
E assim vai acontecendo o delicioso mundo das leituras, das impressões, das trocas e, também da criação de um mundo onde parece que apenas nós, escritores e leitores, habitamos.
3 comentários:
Muito bom o Juliano Pavollini, foi o primeiro livro dele, não foi? Agora, O filho eterno foi a glória.
Dois escritores de peso. As leituras de um e do outro me enriquecem.
Gosto de Tezza, gosto de Ruy. Bom saber que os dois são amigos.
(Obrigada, Gerana, por suas generosas palavras lá no aeronauta.) Um grande abraço.
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