segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

MEU MINICONTO PREFERIDO

Gerana Damulakis

Eu aprendi a gostar dos minicontos depois de torcer o nariz para eles durante algum tempo. Mas, eclética em se tratando de literatura, e não afeita aos radicalismos e ao espírito de manada que embotam as pessoas, fui observar melhor o que se pretende com o miniconto. Leitora, encontro nos minicontos uma necessidade maior ainda de usar a minha imaginação para preencher as lacunas de um texto tão conciso. E aí está o meu miniconto preferido. É incrível toda a história que posso criar atrás de tão poucas palavras.

Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.

Ernest Hemingway

4 comentários:

Flamarion Silva disse...

Há minicontos muito bons, que exigem tino do leitor para entendê-los. Mas muitos pecam na tessitura, na contextura, e dão a impressão que são só uma tirada. Há bons "lampejos" literários. Eu mesmo gosto muito dos minicontos do Mayrant Gallo. Põem-nos a pensar as suas lacunas significativas.

pereira disse...

Uma tragédia em uma linha: simplesmente genial o Hemingway do miniconto.

Renata Belmonte disse...

Lindo o miniconto. E Flamarion tem razão: os de Mayrant são ótimos.
Abraços,
Renata

Casulo Temporário disse...

Gostei muito.
Uma linha e nos trespassa.
abraço grande,
Ana Cecília.