
Na palidez marmórea da tarde,
apenas uma xícara vazia
uma mancha molhada na mesa,
flores fanadas num vaso,
uma tarde tão fria
E um canto lúgubre de plátanos e
pântanos,
uma certa presença erradia,
dores inauditas e secretas,
que fazem caminho nas penedias
Uma viola parada, a cítara muda,
a harpa que hoje morria,
e o vento passando, como sempre
trazendo a espuma longínqua do mar
numa despedida cheia de bizarria
2 1 --- o vigésimo primeiro texto de VESTÍGIOS DA NOITE SOBERANA, livro de poemas. Foto de giusmelix, retirada do Flickr.
Um comentário:
belos versos!
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