
domingo, 17 de janeiro de 2010
LIVROS, ABISMOS E O CANTO DO RINGUE

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
OS VERSOS DO CAPITÃO: UMA HISTÓRIA DE AMOR VERDADEIRA

Na linha que começa com os Vinte Poemas e culmina com as Odes Elementais, o conjunto de poemas intitulado Os Versos do Capitão se diferencia, pois guarda uma história de amor verdadeira entre o poeta e Matilde Urrutia e, por isso, o livro foi publicado anonimamente em 1953, sendo reconhecido por Neruda apenas na terceira edição.
A admiração que provocou confirma que o volume Los Versos del Capitán está entre os mais prestigiados livros de poemas de amor de nosso tempo. O amor deixa de ser um mito: “Eros não é mais um Deus cego e enceguecedor”, retorna o caminhante deslumbrado e sedento de uma totalidade dos sentidos, de uma sinestesia cúmplice do estado de plenitude e, no ritmo de seu caminhar, dissipa o torpor de um deserto que se faz habitado.
A verdade encontra a sua essência, e não é o despotismo de uma racionalização que escolhe isso, mas um desejo que se implanta em cada um de nós, seus leitores, e nos suplanta, é a energia de “Eros fazendo-se poema” como nos versos de “El amor”: o amor real por uma mulher real e tão comum que torna incompreensível tal sentimento. Mais ainda: o amor como invasão, no poema "La pregunta", que entra “en tu vida,/ para no salir más,/ amor, amor, amor./para quedarme”. Queda para sempre a poesia de Pablo Neruda.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
OS GRANDES RECONHECEM OS GRANDES

MINICONTOS
Gerana DamulakisAugusto Monterroso
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
ORA (DIREIS) O POEMA É DE BILAC?

O Padre, com a gravidade
Traga o dedo sempre quente...
Passa um dia. Volta a Rita,
"Meu padre! estou tão contente!...
E o padre: "É feliz, menina!
"Ó padre! mostre o dedo,
Deixe ver! eu sou tão quente!
Parabéns... padre Jacinto!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
CAROLA SAAVEDRA VENCE A COPA DE LITERATURA
Gerana Damulakisdomingo, 10 de janeiro de 2010
EXATOS 50 ANOS DA MORTE DE ALBERT CAMUS
Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.----------------------------------------Albert Camus
Gerana Damulakis
As obras filosófica e literária de Albert Camus (1913-1960) trazem as marcas dos dilemas absurdos da existência. Seu nome foi incluído entre os que praticaram a famosa estética do absurdo. E o não menos famoso "ciclo do absurdo" - o romance O estrangeiro, o ensaio O mito de Sísifo e a peça Calígula - atesta sua teoria de que não há um sentido no mundo, o sentido precisa ser criado por cada um. Rejeitando o existencialismo de Sartre e Heidegger, Camus mostrou que é o indivíduo quem dá significado aos fatos.
O estrangeiro entrou para o cânone universal, apesar de outros grandes títulos, tais como A peste e A queda, talvez por ter Meursault como um personagem emblemático na sua inconsequência, na misantropia apontada, na sua falta de emoção; emblemático, enfim, do absurdo que vem a ser seu destino.